14 Julho 2009

vox populi, vox dei

O povo falou, e urna aqui ao lado não mente:

- 10% do povo escolheu o "Fixe! Gostei tanto do vídeo como da música." (obrigada, Daniel, pelo apoio incondicional. Embora tenha ficado sensibilizada, não era preciso!);
- Outros 10% optaram antes pelo "Porreiro, pá!" (agradecimento aqui ao Sr. Engenheiro-Técnico Sapo Socras, pelo seu voto);
- A maioria dos votantes, 40%, decidiu-se pelo "Mehhh... Nada de especial...";
- Mais 10% escolheram o "É mau. Tudo. Basicamente.";
- Finalmente, os 30% da massa popular restante votaram no "Que vómito!! Vou já a correr lavar olhos e ouvidos com lixívia por ter sido obrigado/a a ver e ouvir uma merda tão repugnante... E os traumas psicológicos que isto me irá causar quando crescer?!... Shame on you, Ms. Oaktree!" (desde já apresento aqui as minhas desculpas aos leitores que se enquadrem nesta categoria, pelos danos morais infligidos. Mas, por outro lado e como já deviam saber, isto não é um blogue para tenrinhos. Aqui falam-se línguas mortas e abordam-se temas tão controversos como o divino. E a metalada. Tudo coisas de durões, portanto.).

Assim, em termos absolutos, há um empate técnico entre a indiferença e o não aos These Are Powers e à sua canção/vídeo "Easy Answers". O que acaba por culminar num não aos These Are Powers, seguindo a velha lógica da batata que o que é indiferente, é porque não agrada.

O povo decidiu, está decidido.

já sabiam disto?

"Pygmy", de Chuck Palahniuk (2009, Jonathan Cape/Random House, 241 pp.)

Às vezes (raras), as visitas a um certo centro comercial da cultura ainda me conseguem proporcionar agradáveis surpresas. Foi o caso deste "Pygmy", o sucessor - pouco menos de um ano depois - de "Snuff", que fez as minhas delícias no passado Verão.
Nem eu fazia a mínima ideia que o deus Palahniuk tinha mais um na calha e, no entanto, aqui está ele. Em minhas mãos!

Desta feita, a história reza assim:

'Begins here first account of operative me, agent number 67 on arrival mid-western American airport greater _______ area. Flight ____. Date ______. Priority mission top success to complete. Code name. Operation Havoc.

Fellow operatives already pass immigrant control, through secure doors and to embrace own other host family people. Operative Tibor, agent 23; operative Magda, agent 36; operative Ling, agent 19. All violate United States secure port of entry having success. Each now embedded among middle-income corrupt American family, all other homes, other schools, and neighbours of same city. By not after next today, strategy of web of operatives to be established.'

Agent Number 67, nicknamed Pygmy for his diminutive size, arrives in the United States from his totalitarian homeland (a mash-up of North Korea, Cuba, Communist-era China, and Nazi-era Germany), as an 'exchange student' into the welcoming arms of his Simpsons-spinoff Midwestern host family. Host cow father (he works in the biological weapons complex outside of
town), chicken neck mother, pig dog brother, and the disconcertingly self-possessed cat sister introduce Pygmy into the rituals of postmodern American life, which he views with utter contempt. Along with his fellow operatives, all indoctrinated into the mindset of the totalitarian state, he is planning something big, something truly, truly awful, that will bring this big dumb country and its fat, dumb inhabitants to their knees.

Pygmy is a comedy. It is also Chuck Palahniuk's finest, most ambitious novel since Fight Club.




Mais um para devorar de um só trago.

como mandar 50€ para o galheiro em vídeo

Mastodon ao vivo no festival Optimus Alive! (09.07.2009):

"The Wolf Is Loose"


"The Czar" (excerto)

TV on the Radio ao vivo no festival Optimus Alive! (09.07.2009):

"The Wrong Way"


"Blues from Down Here"


"Red Dress"


"Staring at the Sun"

Klaxons ao vivo no festival Optimus Alive! (09.07.2009):

13 Julho 2009

como mandar 50€ para o galheiro em 4 passos fáceis de seguir

1. Sair do trabalho mais cedo, aí por volta das 16h;
2. Apanhar o 58 no Príncipe Real, com destino ao Cais do Sodré;
3. Chegados ao destino, apanhar o comboio da linha de Cascais e sair em Algés;
4. Já em Algés, seguir em direcção às bilheteiras do Optimus Alive! e comprar um bilhete diário. E já está!

Agora, os motivos da desilusão/desagrado, também eles em quatro pontos:

1. Pode ser que eu ande mal habituada com esta coisa dos festivais estrangeiros (nos últimos 12 meses, aproximadamente, fui a três lá fora e a nenhum dos nossos), mas a verdade é que a chegada ao recinto do Alive! é verdadeiramente desoladora. Afinal, o que é aquilo?... Passeio Marítimo de Algés?... Ok, agora a sério. Digam antes baldio arraçado de misto de Feira Popular/Feira do Relógio, com três palquitos mal enjorcados à beira de uma aguinha salobra e já ninguém vos pode acusar de publicidade enganosa.

2. Mais uma vez, talvez devido a maus hábitos criados, mas se há coisa que me irrita profundamente são técnicos de som incompetentes e inteligências raras que se lembram de pôr um palco a céu aberto à beira rio. Vamos lá ver, alto não é, necessariamente, sinónimo de bom. Alto, estridente, distorcido, enrolado e, ainda por cima, com feedback a rodos, nunca (notem bem: NUNCA, em qualquer situação) será sinónimo de bom. Também eu consigo pôr todos os botõezinhos de um equalizador ou de uma mesa de mistura no máximo e não ando por aí a dizer que sou técnica de som nem, muito menos, a ser paga por isso.
Da mesma forma, por muito interessante que o efeito gone with the wind possa parecer em teoria, na prática a coisa não funciona assim tão bem. Diz que as tainhas apreciaram a metalada, o público é que já nem tanto - não que isso fizesse grande diferença para o grosso da fauna que por ali circulava, para a qual, deu-me ideia, que estar num estaleiro de obras ou a assistir a um concerto seria basicamente a mesma coisa.
Ora e quem sofre com isto, para além do público minimamente discernente? As bandas, pois está claro! Foi uma verdadeira dor de alma assistir a Mastodon e TV on the Radio nestas miseráveis condições.
Os primeiros, o som ia e vinha, ao sabor do vento. As vozes perdiam-se completamente, e a instrumentação por pouco que não ia pelo mesmo caminho. Já para não dizer que, mesmo após quatro ou cinco actuações cá, ainda não houve ninguém com a decência de lhes dar um concerto em condições mais condignas, a uma hora decente ou mesmo como headliners num concerto em nome próprio. Os Mastodon já mereciam isso!
Quanto aos segundos - mesmo apresentando um set fabuloso, em formato best-off, e num palco diferente, menos exposto aos elementos - também não conseguiram escapar à péssima qualidade de som. O que poderia ter sido 'O' concerto deste festival, perdeu-se completamente no meio de tanta estridência e falta de definição, resultando numa massa sonora informe que, se agradou, foi apenas pelo empenho e dedicação da banda que, não obstante tão adversas condições, se esforçou por dar um grande concerto. O vozeirão de Adebimpe e o falsetto de Kyp Malone (duas das coisas mais lindas deste mundo) eram perfeitamente indistintos e embotados. O mesmo se passou com a maioria dos restantes instrumentos (saxofone e cordas em particular) e com a componente electrónica. Uma pena!
Dos restantes pontos de interesse, durante o pouco que vimos dos Tiguana Bibles (muito pouco mesmo, meio tema para aí) fomos logo brindados com o belo do feedback. Safaram-se só mesmo os Klaxons, com uma boa prestação e condições sonoras à altura. Percorreram grande parte do excelente "Myths of the Near Future", apresentando ainda alguns novos e bem interessantes temas do tal disco, supostamente, 'demasiado experimental'. Posto isto, fechámos a loja, não fossem as coisas voltar a piorar. Nem nos demos ao trabalho de dar uma espreitadela àqueles senhores que já se deviam ter reformado à 15 anos, muito menos de aguardar pelos palermas dos Crystal Castles.

3. Umas quantas palavrinhas de desapontamento/indiferença: Lamb of God (fui à espera de algo completamente diferente, talvez porque nem me dei ao trabalho de fazer uma visita ao MySpace da banda. Saiu-me o vulgar de Lineu da música extrema. Boçalzito e preguiçoso), Machine Head (o que eu gostava de MH até altura do "The More Things Change...". Depois as coisas seguiram o seu rumo natural, as pessoas acabam por se afastar, umas evoluem, outras não... Eu sim, eles não), Slipknot (o quê?!... Ainda existem?!... Bolas, há modinhas do cu que teimam mesmo em não desaparecer!). Um lamento apenas: não ter visto Silversun Pickups.

4. Da próxima, apontem-me com uma seringa à cara e digam-me que me picam com a SIDA a menos que vos dê 50€, que sempre é mais honesto. Roubo é roubo, quer seja perpetrado por um pobre coitado dum carocho, que nem tem onde cair morto, ou pelo Sr. Covões e sua pandilha de porcos capitalistas. Mais rápido dou os 50€ ao carocho, do que à merda a que os gajos e gajas de EiN chamam festival de Verão. Nunca mais!... Aliás, se me virem tentada a ir a mais algum festival de Verão em Portugal, excepção feita ao Sudoeste no dia de Faith No More (algo me diz que ainda me vou arrepender amargamente de lá ir, mas enfim, FNM é FNM...), façam como os senhores do anúncio a uma certa e determinada marca de gelados, e batam-me!
Até à altura em que o PdC voltar a ter um cartaz de jeito, seguirei abstencionista!!

Evidências em vídeo já de seguida...

a pedido de várias famílias: o segredo, agora em filme!

(Foto de Lais Pereira, gentilmente roubada do Ponto Alternativo)

Ora aqui está ele, o concerto dos Secret Chiefs 3 no Santiago Alquimista em vídeo, for your viewing and listening pleasure.
Como já tinha mencionado algures, faltam os primeiro e quarto temas interpretados, de resto, está aqui o suminho todo, repartido por quatro .zips com três faixas cada. Enjoy!

https://rcpt.yousendit.com/712475318/938e10b78b18e4cfb5e2445a19ba2318

08 Julho 2009

amanhã há...


E ainda...

Mas também...

Ou ainda estes...

E podíamos continuar nisto a noite inteira...

07 Julho 2009

e, já agora, a videoactualidade


Eels - "In My Dreams"

videosaudade #3

Foi graças a estes senhores, e a este tema em particular, que eu comecei a apreciar as coisas boas do indie. Mesmo que o género, actualmente, me dê mais desilusões que alegrias, o regresso aos dois primeiros álbuns dos Eels faz-me sempre recuperar a esperança.


Eels - "Cancer for the Cure"

06 Julho 2009

mnhn: 2 - aquário: 0

Que festão!! Verdadeira comunhão multi-cultural, multi-étnica e multi-etária. Foi lindo de se ver! (Quem não viu, não imagina o que perdeu, e agora também não vale a pena chorar sobre o leite derramado).
Os responsáveis por tão tremenda celebração: Konono Nº1, Guiné All-Stars e a ZdB, para além de tudo o resto, pelo belíssimo local escolhido (declaração de interesses: eu trabalho no MNHN). Estão todos de parabéns!

Já a segunda parte do evento que marcava o 15º aniversário da ZdB teria lugar, soubemos nós no final do concerto de Konono, no Aquário da galeria. Curioso é que esta mudança de ares tenha delimitado a separação entre o extraordinário e a mediania.
Não sei se devido ao cansaço, que entretanto se começava a instalar de mansinho, se a expectativas de algo completamente diferente (já repararam que, hoje em dia, se chama noise e/ou drone a qualquer coisa que salte de baixo dum calhau?), se à fasquia já estar demasiadamente alta, o facto é que as actuações de Pocahaunted e Sun Araw deixaram muito a desejar. Freakalhice folk da facção mais genérica, com aspirações pouco inspiradas a rock psicadélico, que não aqueceu nem arrefeceu.

Mas convido-vos a tirarem as vossas próprias conclusões (infelizmente, não terão ponto de comparação, uma vez que durante as actuações de Guiné All Stars e Konono Nº1 estava eu bem entretida a abanar a anca)...

Sun Araw ao vivo na ZdB (04.07.2009):




Pocahaunted ao vivo na ZdB (04.07.2009):


04 Julho 2009

parabéns, zdb!

Ex-Models, Wolf Eyes, Noxagt, Yellow Swans, Comets on Fire, Lightning Bolt, Stellar Om Source, Sunset Rubdown, Nadja, These Arms Are Snakes, Russian Circles, No Age, Lucky Dragons, Trans Am, The Hospitals, The Usaisamonster, Sunburned Hand of the Man, Mouthus, Lobster, High Places, Zu, Za, A Silver Mt. Zion, Health, Enon, Jackie-O Motherfucker, Dragging an Ox Through Water, Six Organs of Admittance, Black Dice, Panda Bear, Animal Collective, Gate, Tigrala, Magik Markers, Grey Daturas, Bunnyranch, The Legendary Tiger Man, D3ö, If Lucy Fell, The Vicious Five, Linda Martini, Loosers, Gala Drop, Dead Combo, Last Days of April, Gang Gang Dance, Scout Niblett, Acid Mothers Temple, Boris, Growing, The Dirty Projectors, James Blackshaw, Tom Brosseau, Lydia Lunch, Caveira, The Black Halos, Numbers, Dinasty Handbag, Psychic Ills, Damo Suzuki, Fabulous Diamonds, Yacht, Frango, Calhau!, Aquaparque, U.S. Girls, Max Tundra, Coclea, Extra Golden, Michael Gira, Evangelista, Castanets, Jana Hunter, Mi & L'au, Stag Hare, White Hills, ALTO!, Black Bombaim, Matt Elliott, David Thomas Broughton, Negativland, Silver Apples, Bypass, Ölga, Osso, Tara Jane O'Neil, Tom Greenwood, Jonquil, The Sea and Cake, Bonnie 'Prince' Billy, Dorit Chrysler, Mono, Xiu Xiu, Destroyer, The Skaters, Colleen, Veados com Fome, Dopo, Pop Dell'Arte, Parkinsons, Fish & Sheep, Sir Richard Bishop, Vetiver, Hot Ship, Red Krayola, Carla Bozulich, Larkin Grimm, Charalambides, Jack Rose, Raccoo-oo-oon, Traumático Desmame, Norberto Lobo, Riding Pânico, Ideas for Muscles, dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, Decapante, Poltergroom, MoHa!, Chris Corsano, Nalle, Damon & Naomi, Kevin Blechdom, The Ruby Suns, Kid Congo Powers...

Uns dias mais que outros, umas temporadas mais que outras, mas agora que olho para trás, retrospectivando toda a sua programação musical (ou, pelo menos, os últimos 8 anos, em que a acompanhei mais de perto), não há como não admitir que o balanço final é muito positivo. Como tal, resta-me apenas dizer: Obrigada, ZdB!

Vamos todos dar os parabéns à ZdB, hoje a partir das 19 horas, no Museu Nacional de História Natural?

01 Julho 2009

notas musicais avulsas #23

Aqui vai mais uma edição daquela rubrica em que eu despacho uma série de notícias, à laia de enchimento de chouriço (preparem-se, porque hoje são mais que muitas).



E os (bons) concertos de Verão continuam. A mais recente confirmação estival são as meninas Telepathe, que actuam dia 18 de Julho na ZdB, pelas 23h (bilhetes a 8€, como é hábito), e no dia seguinte no Plano B, às 22h (o preço é o mesmo). As primeiras partes estarão a cargo, respectivamente, dos Aquaparque e dos Andamento.



Por falar nisso, parece que este é o Verão de todas as reuniões de bandas da minha 'infância'. Comecemos pelos Rorschach, que são, tão somente, os papás (ou será titios?) do hardcore new school, noisecore, metalcore, ou lá como lhe quiserem chamar. Aguardam-se as datas da inevitável reunion tour.



Passemos aos Sunny Day Real Estate - ahh, SDRE... O que eu chorei a ouvir o pink album... E o "How It Feels To Be Something On"... Adiante. Para além da reunion tour, cujas datas já estão confirmadas (só nos States, temos pena), está também programada a reedição dos dois primeiros álbuns da banda ("Diary" e "LP2" - sim, o pink album) pela Sub Pop. A muito boa notícia é que esta reunião (re-reunião, para ser exacta) irá contar com a formação original da banda, coisa que não aconteceu aquando da segunda encarnação dos SDRE.



Diz que disse, mas afinal não disse nada e fica tudo em águas de bacalhau. Conclusão: os At the Drive-In não se vão reunir. Mas pode ser que, no futuro, isso venha a acontecer. Mas não se vão reunir. Mas pode acontecer. E por aí adiante...

«Putting the record straight, front man Cedric said: ‘(The reunion rumours surfaced when) we took time to bury the hatchet with the other members. There had been a lot of shit talk, at least on my behalf, and I had stuff that I wanted to say. I wanted to be friends with the guys again.’ He continued: “(A reunion) couldn’t happen any time soon because we have so much Mars Volta material.” Elucidating further, guitarist Omar added: “We’re smart enough to never say never as you don’t know how life is going to happen. It’s like your first girlfriend, you learned amazing things together, but do you really want to open that can of worms?” Despite quashing ideas of a reunion (for now), Omar has nothing but fond memories for his At The Drive-In days: “The thing with At the Drive In was the excitement of the first time. Like the first girlfriend or sexual experience, you can never recreate that moment. (...)”» (in Gigwise)



E agora para algo completamente diferente. John Stanier, o semi-deus dos Battles, anunciou em entrevista à Forquilha que a banda irá iniciar as gravações para o sucessor de "Mirrored" no final do Verão, início de Outuno. Por sua vez, Tyondai Braxton, o simpático dos Battles, irá lançar um disco a solo, "Central Market", a 14 de Setembro pela Warp. Já o mete-nojo dos Battles, o Konopka, e o outro senhor que agora não se me recorda o nome não têm nada a dizer porque são parvos.



É mais um projecto a solo de um gajo de uma banda espetacular? Sim, é mais um projecto a solo de um gajo de uma banda espetacular! Deixo à vossa consideração: Kyp Malone, dos TV on the Radio, tem agora os Rain Machine. O disco de estreia sai no Outono pela Anti-, mas ainda não há MySpace para saciar a curiosidade.



Disco novo outonal também para os A Storm of Light. Intitula-se "Forgive Us Our Trespasses" e terá a chancela da Neurot. "Midnight", o primeiro docinho-amostra, já circula aqui.



Quem não se cansa do estúdio são os Narrows. Ainda nem há dois meses lançaram "New Distances" e já se preparam para lá voltar, para gravar três novos temas, com Matt Bayles a comandar as operações... O Sr. Verellen é que já começava a pensar numa reuniãozinha dos Botch, não?



Terminamos, como de costume, com os videozinhos. Desta vez temos os adoráveis Wildbirds & Peacedrums ("There Is No Light"), o 283º videoclipe retirado de "Offend Maggie" dos Deerhoof ("My Purple Past") e o puto que toda a gente adora odiar e os seus Wavves ("No Hope Kids").









O quê?! Queriam mais?!... Não há mais. Desculpem. Mas já que estou aqui e que parece que não me vou deitar, aproveito para dizer que o restante relato da última edição do Primavera Sound tarda, mas não falha. Não está esquecido. O tempo é que, infelizmente, não dá para tudo.

o segredo*

Budhi ao vivo no Santiago Alquimista (29.06.2009):


Secret Chiefs 3 ao vivo no Santiago Alquimista (29.06.2009):






Mais aqui, aqui e aqui.

*O título da posta é só um ardil para atrair os aficcionados dessa literatura da banha da cobra que dá pelo nome de "O Segredo". A ver se ocupam o seu tempo de forma mais útil. I.e., a ouvir música de jeito em vez de andarem para aí a ler palermices.

28 Junho 2009

amanhã há...

o cúmulo do surreal

My Bloody Valentine no festival Rock One, em Portimão, a 8 de Agosto. Partilham o palco com (preparem-se...) The Offspring, Tara Perdida, Fonzie, entre outras luminárias.
Não esquecendo que, nesse mesmo dia e um pouco mais acima, actuam os Faith No More no Sudoeste, esse bastião da música alternativa.

Realmente vivemos num país saído de um episódio dos Monty Python... Qual episódio! Filme mesmo, tal é o nonsense que para aqui vai!

Nota: Caso se estejam a perguntar, continuo a optar por Faith No More. Isso nem se discute!

26 Junho 2009

pois é, diz que vamos organizar o nosso primeiro concerto...

Já há algum tempo que andávamos a ruminar esta ideia, eu e o Daniel. De certa forma, acaba por ser o resultado inevitável de uma vivência (a nossa, em conjunto) grandemente moldada pela música. Se tivéssemos o talento, inclinação e/ou disposição, com certeza que seríamos músicos. Como estamos conscientes das nossas limitações, mas também das nossas valências, optámos por combinar os nossos esforços de modo a trazer aos outros - e também a nós próprios - aquilo que não conseguimos fazer, mas que tanto prazer nos dá: a música.

A César o que é de Cesár: algumas coisas estão a mudar neste país. Seria impensável, há uns 10, 15 anos atrás, ter neste pequeno rectângulo à beira-mar plantado a quantidade de bons concertos que actualmente temos. Para isso muito contribuíram as pequenas promotoras, produtoras e associações culturais independentes que foram surgindo um pouco por todo o país, e que a todos têm prestado, de forma desinteressada e dedicada, um verdadeiro serviço de utilidade pública: a divulgação da cultura, da arte e da música, sem qualquer tipo de condicionamento por parte dos poderes vigentes (em particular dessa máquina de produzir estereótipos que são os mass media). O mérito e a glória são todos deles. Não pretendemos ser pioneiros em nada. Apenas queremos dar o nosso modesto, mas esperemos que frutífero, contributo para o cada vez mais efervescente e interessante meio da música ao vivo em Portugal.

Depois de alguns arranques em falso, eis que finalmente surge a possibilidade de vermos concretizados os nossos esforços, com a preciosa ajuda do nosso amigo André da Amplificasom.
Se não é um sonho tornado realidade, está lá muito perto!
Iremos trazer a Lisboa os norte-americanos Windsor for the Derby a 21 de Agosto, em local e com banda de suporte a anunciar. Portanto, aguardem novidades muito em breve.

Entretanto, podem já ir treinando para dia 21 aqui: http://www.myspace.com/windsorforthederby.